CORRELAÇÃO ENTRE CONFLITOS E ACIDENTES TRÂNSITO
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CORRELAÇÃO ENTRE CONFLITOS E ACIDENTES USANDO A TÉCNICA
SUÉCA DE ANÁLISE DE CONFLITOS DE TRÁFEGO
Daniel Gatti Robles
Archimedes Azevedo Raia Junior
Universidade Federal de São Carlos
Programa de Pós-Graduação em Engenharia...
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CORRELAÇÃO ENTRE CONFLITOS E ACIDENTES USANDO A TÉCNICA
SUÉCA DE ANÁLISE DE CONFLITOS DE TRÁFEGO
Daniel Gatti Robles
Archimedes Azevedo Raia Junior
Universidade Federal de São Carlos
Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana
RESUMO
Este artigo apresenta o resultado de uma pesquisa que procurou analisar a correlação entre conflitos de tráfego e
acidentes de trânsito, com dados coletados em vinte cruzamentos na cidade de São Carlos.
Foram selecionadas
dez intersecções controladas por PARE e outras dez controladas por semáforos.
A técnica sueca de análise de
conflitos foi usada para levantar os conflitos.
A correlação foi avaliada através do Coeficiente de Correlação de
Pearson (r).
Os resultados apresentaram valores médios de r de 0,77 (correlação forte) para cruzamentos
controlados por PARE e de 0,53 (correlação moderada) para as semaforizadas.
As relações entre conflitos e
acidentes foram 1.
140 conflitos/acidente (PARE) e 432 conflitos/acidente (semaforizada).
ABSTRACT
This paper presents the findings of research to analyze the correlation between traffic conflicts and traffic
crashes with data collected in twenty intersections in the city of São Carlos.
Ten STOPS controlled intersections
and ten signalized intersections were selected.
The Swedish Traffic Conflict Technique was used to verify the
conflicts.
The Pearson Correlation Coefficient (r) was used to measure the intensity of the correlation.
The
findings presented r medium values of 0,77 (strong correlation) for STOPS controlled intersections and r
medium values of 0,53 (moderate correlation) for signalized intersections.
The relationships between conflicts
and accidents estimated were 1.
140 for STOPS controlled intersections and 432 for signalized intersections.
1.
INTRODUÇÃO
A sociedade brasileira vem assistindo, nas últimas décadas, a um sensível aumento no número
de veículos particulares que transitam nas cidades.
Segundo PIRES et al.
(1997), isto se deve,
dentre outros motivos, pela ausência de uma política efetiva para o setor de transporte
coletivo.
A migração dos usuários de transporte coletivo urbano para o modal particular
acabou por trazer uma série de problemas das mais variadas ordens para a sociedade.
Um
deles diz respeito aos altos índices de acidentes que se contabiliza a cada ano no trânsito das
cidades e estradas.
Segundo Melo Jorge e Koizumi (2007), em 1995, o índice de mortes em acidentes de trânsito
no Brasil foi de 22,5 para cada grupo de 100.
000 habitantes e 127,1 para cada grupo de
100.
000 veículos; em 2005, essas taxas atingiram, respectivamente, 19,5 e 84,8.
Embora as
taxas tenham diminuído, os valores absolutos de acidentes continuam em alta.
Os custos
médios dos acidentes atingem, anualmente, cerca de R$ 5,3 bilhões nas aglomerações urbanas
(IPEA, 2003) e R$ 22 bilhões nas rodovias (IPEA, 2006).
Além dos prejuízos materiais e
sociais que os acidentes acarretam, há que se considerar as perdas de vidas humanas que são
registradas a cada ano.
Para estas perdas, não se tem como mensurar os prejuízos envolvidos e
constituem o principal elemento motivador deste estudo.
Existem, tradicionalmente, três métodos para se estudar os acidentes de trânsito: análise de
séries históricas de acidentes a partir de banco de dados; auditoria de segurança viária; e
técnica de análise de conflitos de tráfego.
De modo geral, os órgãos gestores optam pela
adoção de um destes métodos em função da disponibilidade de recursos, sejam financeiros,
técnicos, humanos e de informação.
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