Mulheres ganham menos que os Homens
Um estudo do Eurostat, divulgado em
vésperas do Dia Internacional da Mulher,
revela que em Portugal as diferenças
salariais entre homens e mulheres
mantêm-se: os homens ganham 5% mais
do que as mulheres.
Também o desemprego é mais sentido
pelas mulheres do que pelos homens,
numa percentagem de 9 para 7%.
O
emprego precário também atinge mais o
sexo feminino (33,3%) do que o
masculino (31,3%).
Portugal é o país da Europa onde há maior
diferença nos vencimentos.
As empresas portuguesas lucram mais de
6 milhões de euros pelo facto de pagarem
um salário menor ao sexo feminino.
Além disso, as transformações
socioeconómicas decorrentes da entrada
da mulher no mercado de trabalho e a
maior contribuição para a provisão da
renda familiar fizeram com que as mulheres aumentassem a busca por um grau de escolaridade
maior.
Para além da discriminação sexual, os elementos femininos - segundo o estudo - recebem menos
quanto maior for a sua escolaridade e qualificação.
O estudo de Eugénio Rosa mostra ainda que, apesar de o número de mulheres diplomadas ser
maior do que o de homens, elas têm profissões menos qualificadas, são mais atingidas pelo
desemprego e pelo emprego precário, conclusões que vão de encontro aos dados do Eurostat.
Estudo do Eurofound conclui que Portugal é o país da Europa onde há maior diferença nos
vencimentos.
A discriminação remuneratória das mulheres é também desigual no que diz respeito aos sectores
de actividade.
A este nível, por exemplo, as diferenças são bem patentes na Indústria Transformadora e nas
Actividades de Serviços Colectivos, Sociais e Pessoas.
O ganho médio da mulher na Indústria
Transformadora é inferior ao do homem em 32,6% e no sector de outras Actividades de
Serviços Colectivos, Sociais e Pessoais, o ganho médio da mulher era inferior ao dos homens
em 43,5%.
Um dos factores é a cor da pele:
De acordo com o IBGE, essa diferença salarial também é maior no Sul, Sudeste e Centro-Oeste
quando a "cor" da pele (segundo classificação do próprio órgão) dos indivíduos é levada em
consideração.
"Em todas as regiões, pretos e pardos ganham menos do que brancos", constata o
estudo.
"Em 40% das microrregiões, o rendimento de pretos ou pardos corresponde a 50% ou
60% do rendimento dos brancos".
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